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FRAGMENTOS DE LEMBRANÇAS DE UM TEMPO EM QUE BRUSQUE ERA MAIS FELIZ
Por Ricardo Vianna Hoffmann
Publicado em 21/03/2026 05:56
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FRAGMENTOS DE LEMBRANÇAS DE UM TEMPO EM QUE BRUSQUE ERA MAIS FELIZ

Por Ricardo Vianna Hoffmann

 

Quem não conheceu a Brusque pitoresca e seus pitorescos cidadãos?

Quem não viu populares incomodarem o Jorginho Vinotti para rir ao vê-lo xingar e querer brigar, mesmo sem saber com quem o estavam irritando?”

Quem não viu o Pedro ‘Pélis’, com seu chinelo de dedo amarrado no calcanhar e seu guarda-chuva pendurado no braço?

Quem não comeu a famosa empadinha do Kohler e não viu a Dona Olga enxugando os copos?

Quem não parava do outro lado da calçada da Rodoviária Expresso Brusquense para ver o Cantorinho beijar os ônibus, parando os veículos para que dessem preferência à saída dos ônibus?

Quem não comprou amendoim torradinho do Tonho “Morcego”, que batia no fundo da lata de amendoins, na praça, e dizia: “Amendoim, quentinho, pulando do fundo da lata”?

Quem não foi à Rodoviária da Expresso Brusquense e não comprou um relógio do Mario Malossi, que estava sempre acompanhado de seu parceiro vendedor, o Maninho?

Quem não deu risadas com as caretas do Mario Galasini?

Quem não conheceu o Timbé, “mata tatalé”, sempre com seu rádio de pilha no ombro?

Quem não se divertiu com Valdemar Zendron, paysanduano fanático, narrando os jogos em que o Paysandu sempre vencia o Carlos Renaux, ou o gol da vitória do Caxias de Joinville, o ‘asa negra’ do Carenô, ou ainda lhe perguntou em que dia da semana cairia a data do seu aniversário nos anos futuros? Se, hoje, você quer saber como era, pergunte ao Sandro Baran: sua imitação é perfeita.

Quem não viu a Fany passar com sua bicicleta pela rua central da cidade, sorridente e falante?

Quem não conhecia a Tereza “Doida”, que dormia pelas calçadas e carregava seus sacos de roupas nas costas?

Quem não conversou com a anã Dinha, sempre conversadeira, que se casou com o Tonho “Morcego” e teve uma filha?

Quem não viu o Fofô apitar os jogos do infantil e juvenil no Carlos Renaux?

Só não viu quem não morava em Brusque ou não viveu nas décadas de 60, 70 e 80.

Quem não foi, de madrugada, ao Bar do Coelho comer seu saboroso frango frito?

Quem não saboreou as famosas empadinhas do Leba, viu sua Belina e escutou suas histórias de quando jogava no C. E. Paysandu, como a partida em que deu um chute tão forte que quebrou a trave do gol adversário?

Quem não conversou com o Galasini, o nosso “Raul Seixas”? e o ouviu cantar e dançar?

E o nosso ‘Sexta-Feira’, que perambulava pela cidade à noite.

Pitorescos cidadãos, cidadãs e cenas da nossa Brusque, de uma época pitoresca e alegre. Lembranças que permanecem na memória de quem viveu aqueles tempos, quando Brusque era mais divertida e feliz.

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